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    Macetes para iniciantes - Cadernos Técnicos nº 5

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    Macetes para iniciantes - Cadernos Técnicos nº 5

    Mensagem  Editor Vcc Online em Sex Out 17 2008, 23:10

    "MACETES" PARA INICIANTES.

    Rich McConnell - SN Out. 94.
    Tradução: Ferenc I. L. Zamolyi
    Cadernos Técnicos nº 5 (inserido no Fórum com autorização dos Editores)

    Pilotos iniciantes muitas vezes voam melhor que seus modelos. Existem duas opções para progredir: comprar um bom "voador" (aeromodelo) de um colega mais avançado ou aprender alguns macetes básicos para melhorar substancialmente seu modelo de treinamento (tipicamente um RIGMASTER, FLITE STREAK, etc).

    Vôo Nivelado (horizontal) com asas niveladas.


    1 - Peso na ponta da asa externa - verifique se tem suficiente. Num modelo perfilado, tirando-se o motor e colocando os dedos indicadores sob o bordo de ataque e de fuga, encostados à fuselagem do lado externo, o modelo deve abaixar a asa externa lentamente;

    2 - Se as asas não estiverem niveladas em vôo, existe algum empeno que deve ser corrigido. Se a entelagem for com plástico termo-retrátil, esquente-o torcendo na direção oposta ao empeno até esfriar. Se a entelagem for silkspan ou seda, aplique dope bem diluído para amolecê-la, torça na direção oposta, calce e deixe secar. Outra opção mais prática é a instalação de um pequeno "aileron" (trim tab) para contrabalancear o empeno, feito de chapa de chapa de alumínio ou latão. Instalado do lado interno, aumenta a tensão dos cabos:

    3 - O estabilizador horizontal deve estar paralelo com as asas (obs.: consulte Cadernos Técnicos nº 4 - Trimagem de Bancada) Nota VCC Online: em breve estará disponivel no Fórum esta matéria.
    Se o estabilizador estiver desalinhado com a asa (visto de frente), o modelo terá tendência a virar para o lado mais alto do estabilizador. Este problema também aparece quando a fuselagem é muito flexível, deformando em situação de vento mais forte. No primeiro caso, a melhor solução é cortar fora o estabilizador e colá-lo corretamente. No segundo, geralmente não há solução efetiva.

    Vôo nivelado (horizontal)
    Centro de gravidade longitudinal (CG)


    Se o seu aeromodelo balanceia num ponto muito recuado (pesado de cauda), ele agirá de forma muito instável, sendo difícil de controlar em vôo nivelado. O mesmo problema ocorrerá se:

    1 - O profundor (área móvel do leme horizontal), for rápido demais, isto é, tiver uma deflexão muito acentuada em relação a pouco movimento na manete:

    2 - A deflexão total do profundor for exagerada (mais de 30°);

    3 - O sistema de controle (balancim - haste de comando - profundor) apresentar folgas exageradas ou for flexível demais;

    4 - Houver desalinhamento entre motor/asa/estabilizador (incidências desalinhadas entre sí ( Nota: futuramente link para materia Trimagem de Bancada CT 4));

    Modelos mal projetados, com o leme horizontal (estabilizador/profundor) muito pequenos, podem apresentar os mesmos sintomas de um modelo pesado de cauda.

    Se o ponto de balanceamento estiver excessivamente à frente, o modelo será estável em vôo nivelado porém, muito preguiçoso nas manobras. Problema idêntico pode ocorrer se:

    a) Os horns estiverem com folgas excessivas ou;

    b) O leme horizontal for muito pequeno.

    Tensão nos cabos em vôo nivelado.


    A tensão nos cabos pode ser melhorada com a utilização de várias técnicas. O comprimento dos cabos é o primeiro ítem a verificar-se. Cabos longos demais para um determinado modelo podem reduzir tensão de forma dramática. Mesmo que na embalagem de seu cabo conste, por exemplo: .015x60' (60 pés = 18 metros), se medir a distância entre a manete e o centro da fuselagem, o valor encontrado será algo em torno de 18,9 a 19,3 metros. Em dias de muito vento, procure usar cabos mais curtos. A uma velocidade normal de 80 km/h, não há necessidade de muito leme de direção para fora. Excesso de ângulo para fora no leme causa arrasto aerodinâmico e prejudica sensivelmente o vôo.

    Recuo dos cabos.


    O ponto de fixação do balancim deve estar atrás da longarina da asa. A saída dos lead-out na ponta interna da asa deve estar atrás do CG (ponto de balanceamento longitudinal). Se o lead-out traseiro estiver perpendicular à fuselagem e o da frente sair 20 mm a sua frente, teremos boa tensão em vôo nivelado. Com o lead-out dianteiro perpendicular à fuselagem e o traseiro saindo 20 mm atrás, o aeromodelo executará manobras mais suaves. O ponto de compromisso fica entre estas duas posições; a saída dos cabos deve estar próxima uma da outra (cerca de 20 mm).

    Aumentar o peso na ponta da asa externa aumenta a tensão nos cabos.

    Aumentar o peso no nariz (avançando o CG) também ajuda.

    O aumento mais dramático de tensão ocorre quando a velocidade de vôo nivelado aumenta, usando-se mais potência do motor e/ou uma hélice mais rápida (passo maior). Entretanto, velocidade excessiva prejudica as manobras. Novamente, o ponto de compromisso fica entre os dois extremos desejáveis.

    Manobras.


    A tensão nos cabos em manobras verticais pode ser aumentada ADIANTANDO-SE a saida dos lead-out.

    Deflexão do profundor - para evitar que o modelo estole durante as manobras, o movimento do profundor não deve ultrapassar a 30°. Se houver necessidade de mais manobrabilidade, tente recuar a posição do CG (acrescente peso à cauda). Muitos modelos altamente acrobáticos tem deflexões máximas de 10° ou menos.

      Data/hora atual: Ter Set 25 2018, 17:40